28 outubro, 2006

BOP!


Fui adotado depois de ter sido abandonado na porta de uma família que me acolheu, me deu a oportunidade de dividir a comida com o Ming, me deu trabalho digno aos 3 anos, me ensinou a fazer a própria roupa com retalhos e panos de chão, por isto e muito mais tenho este cara como meu irmão de verdade, o Victor me ensinou muito qual era meu lugar.

Acessem o BOP!, este blog é bem pouco ilustrado, porém tem várias receitas tiradas da Ana Maria e links de sites de sacanagem.

Também tem as aventuras do Rocki Ombro, críticas de cinema, teatro, música, e não menos importante, intervensões espertas de jornalistas, acadêmicos e afins... Realmente vale a pena!
www.victorbop.blogspot.com

Geral do quê mesmo?



-Vamos fazer uma ´´geral``, abandonar a sala e deixar o professor sozinho... Em uma sexta feira, com este calor repentino, nada melhor que cabular o compromisso e tomar aquela gelada. É desta maneira que milhões de aplicados alunos abandonam suas classes e partem para novas aventuras.
Nesta sexta existia uma outra pessoa que devia estar pensando em gazear um compromisso, simular uma dor de barriga, ou mentir que perdeu o ônibus, mas não deu, e se deu mal, mais uma vez.
Já tem passarinho fazendo cocô no passarinho debaixo, outros já bateram asas e fugiram...

19 outubro, 2006

Devolução da Bolsa

Entendo a indignação de muitos pelos atos falhos de alguns integrantes do partido dos trabalhadores, é impossível ficar passivo aos acontecimentos divulgados agora pela imprensa. Entendo também que para a classe média pouca coisa tenha mudado nos últimos 4 anos, pois não tem necessidade de programas sociais.

Agora tem outras coisas que merecem comentários, como o fato de milhões de pessoas ter o direito a fazer três refeições ao dia, isto significa muito mais do que alguns Reais, significa dignidade. Para entender, o programa Bolsa Família beneficia famílias que tem renda mensal de até R$ 120,00 por pessoa, e o benefício varia de R$ 15,00 à 95,00. Para manter o beneficio as famílias tem que comprovar, em contra partida, a frequencia dos filhos na escola, vacinação em dia e pré natal quando for o caso. Não é simplesmente dar dinheiro para pobre, é torná-lo integrado a sociedade. Quem não tem comida na mesa, não tem como frequentar a escola em condições, quem não tem possibilidade de comprar um par de sapatos, uma camisa e uma calça, dificilmente tem condições de procurar um emprego. Não basta ter um curso profissionalizante gratuito, se as pessoas não podem ter a dignidade de estarem saciados da fome e sede, limpos e vestidos.

O programa visa a distribuição de renda, e este é ponto. A grande diferença é entre a política social do Presidente Lula e a política neoliberal do PSDB/PFL. Eles sempre visam a distribuição do capital entre a elite, financiando bancos e instituições financeiras, fazendeiros, especuladores, multinacionais, e vendem todo patrimônio publico como fossem deles e para eles. Realmente para os tucanos capitaneados agora pelo Chuchu, devolver o dinheiro para pobre é um desperdício.

O atual governo não está dando dinheiro algum, está apenas devolvendo parte daquilo que foi extraído do povo durante muitos anos, através da exploração descabida e insensata da elite, que tem o poder de decidir salários cada vez mais mínimos, diminuição da mão de obra, investimentos financiados para altas tecnologias importadas e lucros exorbitantes.

Sinceramente, acreditar que o Chuchu é uma alternativa nova de um programa ético e democrático, é no mínimo desconhecimento histórico, e com certeza memória fraca. A compra de votos para a reeleição de FHC, o Juiz Lalau, venda indiscriminada do patrimônio público, procurador e polícia nas mãos, entre muitas outras falcatruas que nem eu e nem você temos conhecimento, porque a Rede Globo, a Veja, a Folha de São Paulo, Gazeta do Povo e outras tantas, pertencem a eles, e a informação que nos chega, só nos é dada se for interessante a eles. Os impostos e juros altos são decorrentes das práticas econômicas dos últimos quatro anos?

Antes de tudo, acredito muito que mudanças são possíveis, a esperança persiste em existir em mim, e sonho com uma sociedade justa, organizada e igualitária. Acredito na cultura popular do povo brasileiro, e acredito que diminuiremos tanta corrupção, crime e injustiças. Mas sou consciente que não será de imediato que tudo será resolvido, não é como uma grande reestruturação de uma empresa, numa nação as coisas são diferentes.

Votar no Lula é a solução? Assim como você, penso que não. Mas com certeza é a melhor opção, pois estamos no início de um processo de mudança cultural, e temos que parar de ser imediatistas e simplistas, e pensar no futuro. Temos que ter senso de prioridade, e pensar em sociedade.

Política não é uma ciência exata, depende de sensibilidade. Não se aprende política em cadeiras almofadadas e salas climatizadas de faculdades muitas vezes caça-níqueis, política vem de todos e para todos.

Ao contrário do que dizem, acho que a maior felicidade é saber que o Presidente será reeleito pelo povo, que mais necessita de políticas públicas.

16 outubro, 2006

Veja a nojeira da Veja

A "legenda" de Veja, por Valter Pomar

A revista Veja continua em campanha aberta contra Lula e contra o PT.
Na semana passada, trouxe Alckmin na capa, com o título "O desafiante". A revista foi exibida, em tamanho gigante, em outdoors espalhados em muitas cidades do país. A coisa foi tão escandalosa que o TSE concedeu liminar ao PT e mandou retirar a gigantografia das ruas.
Nesta semana, a capa de Veja está até discreta. Mas o conteúdo está para lá de agressivo.
Um exemplo disso é a seção "Veja essa", que reproduz 15 frases que a revista julga interessantes. Das quinze, nove são contra o PT. Das outras seis, nenhuma ataca o PSDB ou qualquer outro Partido.
Vale dizer que entre as frases, pinçadas certamente ao acaso, há uma que fala dos “vagabundos do PT” e outra que diz assim: “se a gente pudesse esmagar o PT com o dedo, a gente esmagava”.
Outro exemplo é a seção Radar, que afirma que o PT teria colocado “sua turma da pesada” para investigar um delegado da Polícia Federal.
Como é público e notório, inclusive divulgado pela própria Veja, o delegado Edmilson Bruno está sob investigação interna da própria Polícia Federal, por seu envolvimento num episódio descrito em detalhes pela revista Carta Capital desta semana.
O delegado Bruno entregou para a imprensa material da Polícia Federal, com o objetivo explícito e assumido de prejudicar o PT e a candidatura Lula.
Mas, para Veja, o moço é uma pobre vítima da "turma da pesada".
Veja traz, ainda, três matérias dedicadas a atacar diretamente o PT. Uma delas, de capa, faz uma tentativa desesperada para manter Freud Godoy na alça de mira.
Compreensível o desespero de Veja. Todas as investigações demonstram que Freud não tem nenhum envolvimento com o episódio do dossiê. Com isso, dissolve-se no ar o delírio lacerdista, que fazia de Freud uma versão petista de Gregório Fortunato.
Claro que este desfecho não é aceitável, para um jornalismo engajado ao estilo de Veja. Assim, a revista trata de criar uma história e busca envolver nela mais personagens, num estilo conhecido popularmente como "ventilador".
Outra matéria acusa o PT de ter sido beneficiário de recursos financeiros destinados a pagar propaganda institucional do governo federal. Tanto quanto a primeira matéria, trata-se de assunto requentado.
A novidade está na terceira matéria, intitulada “O terrorismo do PT”.
A expressão terrorismo, especialmente nos dias que correm, tem um sentido muito preciso: trata-se de atacar militarmente civis desarmados, vitimando inocentes.
Pessoas de boa-fé poderiam imaginar que Veja utiliza o termo noutra acepção, popularizada pelo cinema: a de “causar medo”.
Neste caso, a expressão “terrorismo eleitoral” teria um significado polêmico, incorreto de nosso ponto de vista, mas jornalisticamente aceitável.
Acontece que a revista publica, para ilustrar a matéria, uma foto do presidente nacional em exercício do PT, acompanhada da seguinte legenda: “O bin laden Marco Aurélio Garcia: missão de espalhar o terror”.
A legenda de Veja é um golpe nas pessoas de boa-fé: ao utilizar o termo terrorismo, Veja quer mesmo estabelecer vínculos entre o PT e as ações de organizações como a Al Qaeda.
Este vínculo, por óbvio, não existe. O PT sempre condenou ações terroristas, venham de onde vier, inclusive quando partem de uma potência como os Estados Unidos.
Associar a imagem do Partido e seu presidente a um terrorista, é algo ofensivo e inaceitável. E só confirma que a revista tomou partido na disputa eleitoral.
Afinal, a própria revista reconhece --em matéria publicada esta semana e intitulada “Vivam as privatizações”-- que o candidato à presidência da República, ex-governador Geraldo Alckmin, “defende com timidez” a venda de estatais.
É compreensível que Alckmin seja "tímido": os tempos mudaram. Há dez anos, falar mal das privatizações era eleitoralmente prejudicial. Hoje, defender as privatizações é que faz perder votos.
Tímido ou não, Alckmin tem uma história que não pode ser desconhecida. Os doze anos de governo tucano em São Paulo, os oito anos de FHC no governo federal, bem como as declarações do próprio candidato Geraldo Alckmin e de seus assessores, confirmam: uma hipotética vitória de Alckmin seria a volta da turma da privataria.
Para Veja, falar disso é fazer "terrorismo eleitoral". Para o site da campanha Alckmin, defender esta opinião política seria adotar os mesmos métodos que Collor utilizou contra Lula. Para o ex-comunista e ex-peemedebista Alberto Goldman, falar em "risco Alckmin" é adotar o mesmo método de Goebbels.
Gozada esta gente. Eles se acham no direito de dizer qualquer barbaridade a nosso respeito. Atacam o PT, o governo, Lula e seus familiares. Mas se a gente reage, citando fatos e declarações absolutamente verdadeiras e divulgados pela própria imprensa, eles ficam ofendidos.
O gozado é que eles ficam ofendidos mesmo. Sabem o motivo? É por que se consideram cidadãos acima de qualquer suspeita. Quem viu o filme, sabe do que estou falando.
Valter PomarSecretário de relações internacionais do PT

13 outubro, 2006

Ops, dei... e daí?

Não tenho vergonha de dizer que dei, afinal é meu, estou no meu direito. Sem preconceitos, não adianta me criticar, fiz o que tinha que fazer, temos que respeitar as opções. Pode achar que foi precipitado, mas pensei bem antes de fazê-lo. Assumo porque não fui só eu, tive como referência algumas pessoas importantes.

O primeiro é uma cidadão muito bem conceituado, de família tradicional, sempre assumiu, inclusive junto com seu pai, e o povo adora ele. Foi em 2004, com o sorriso aberto e mangas arregaçadas que ele conquistou o meu. Não fui só eu, pois Beto agora é nosso.
Conheci outro no interior que também sempre foi assumido, um grande moço, Plauto sempre dá tudo a nosso favor.

Tem também alguém que demorou a assumir, já até pareceu diferente, mas ele gosta mesmo é do centro. Álvaro bota maior moral, e nestas questões sempre está firme na posição.
Então eu também assumo, dei sim, consciente que o meu era dele e sempre será, e não adianta os esquentadinhos mulambos ficarem com gracinhas, eu adoro Chuchu, dá em qualquer lugar, bem popular como nosso candidato.

Incrível a semelhança, por isto que gosto desta turma, não parece partido político, deve ser franquia, um padrão que dá inveja ao Mc Donalds, primeiro para entrar tem que ter capital, afinal posso confiar em quem já tem manha em lidar com dinheiro, é bonito ver gente que tem grana, é imponente, dá vontade de ser igual, parece meu patrão. Sempre com a camisa bem alinhada, fundamental estar com as mangas arregaçadas com a impressão que está fazendo algum esforço, cabelo bem penteado mesmo quando estiver com um capacete demonstrando o quanto gostam de obras e câmeras. E o marketing, cores alegres, amarelo e azul desbotados são minhas cores favoritas, me lembra o Boca Juniors.

E é por isto que dei e assumo, assim como Beto, Plauto e Álvaro são assumidos, o nosso voto é do Chuchu!

* Nota: Nunca vou votar em candidato que não tem um dedo, prefiro os com dez, pois assim diminui o perigo de meu dinheiro escapar de suas mãos.

Ingenuidade

Olá pessoas...

A grande motivação para que eu criasse este espaço foi dada por um professor meu, após ter reenviado por e-mail um texto (não de minha autoria) sobre os motivos que me levaria optar pelo Chuchu, ele respondeu:
"Cuidado, ingenuidade demais leva a desgraça!!!"

Então respondi, e assim deu início a criação do Chappaquá! Obrigado Albano, os professores são nossas referências...

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in.ge.nu.i.da.de
(u-i), s. f. 1. Qualidade de ingênuo. 2. Simplicidade extrema. 3. Ato ou dito ingênuo.
in.gê.nuo

adj. 1. Inocente, natural. 2. Simples. S. m. 1. Pessoa ingênua. 2. Filho de escrava nascido depois da lei da emancipação.

Caro Professor,

Meu pobre português de escola pública, e a ajuda ao Michaelis me faz lembrar que o antônimo de ingênuo é malicioso. A grande malícia extrativista herdada dos barões escravistas está fundamentada na mentalidade neoliberal dos partidos de direita, o qual o "Chuchu" é o grande representante de plástico atual. O poder pelo poder dos reacionários. A figura de cabelo lambido, camisa bem passada, bons modos na mesa, tomando somente suco natural com adoçante, religioso fanático, isto sim me faz lembrar que muitos ingênuos são levados pela aparência, pelo costume de ver o engomado no poder, pois este deve ser bom, pois parece o patrão.

Ser ingênuo pode ser acreditar no discurso moralista de um candidato que diz ser o "Caçador de Marajás", e sabemos no que deu. Ser ingênuo pode ser acreditar que vendendo as empresas públicas como a Petrobrás o Brasil melhorará. Ser ingênuo é acreditar no discurso hipócrita de se discutir ética e afirmar acabar com a corrupção, sendo que a prática não corresponde ao dito. Ser ingênuo é cobrar do Lula a origem de dólares como se o presidente fosse a Mãe Diná. Ser ingênuo é cobrar punições aos envolvidos com a compra do dossiê e nem dar conta que o documento descrevia envolvimento dos tucanos na máfia das ambulâncias. Ser ingênuo é acreditar na Veja como se fosse Bíblia e achar bonito outdoors espalhados por São Paulo com a foto do Chuchu na propaganda da revista.

Sinceramente acredito que extremos não são bons, ser muito inocente é perigoso e podemos ser enganados, ser muito malicioso pode levar a corrupção, mas quero usar minha ingenuidade e malícia e contribuir para uma sociedade melhor.

Sim, quero ser ingênuo e acreditar que existe um mundo melhor e não correr o risco de alguém decidir que isto é bobagem e ter que me acostumar a ser coadjuvante, quero ser simples como a grande maioria do povo, quero acreditar ser natural uma pessoa comer três refeições no dia, quero me emancipar da exploração do patrão, quero me manter na condição de inocente mesmo que o denuncismo me culpe sem provas, quero manter e adquirir mais direitos e conquistar casa, conforto, diversão, saúde, transporte, assim como todos de forma igualitária.

Desculpe, mas menti, e esta foi minha malícia. Não vou votar no Chuchu, porque não encontrei meu título de eleitor no lixo e quero sinceramente que eu, você, o pessoal da faculdade, do trabalho, do meu bairro, da minha cidade, estado e todos deste Brasil tenham direitos e oportunidades iguais.

Eu reafirmo meu voto no Lula, sem medo de ser feliz!

Abraços!!!!